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Crianças
são frequentemente vistas imitando sons e movimentos feitos por outras
pessoas. Além de repetir e variar uma ação, elas complicam
pelo prazer de fazê-lo. São capazes de fingir e fazer de conta,
controlarem seus movimentos e possuem a capacidade de ordenar objetos e estabelecerem
relações com coisas e pessoas.
Ciranda-cirandinha, pique-pega, esconde-esconde, amarelinha... Se você
já tiver passado da adolescência há algum tempo, certamente
se lembra bem dessas brincadeiras e cansou de vê-las nas ruas e no pátio
das escolas. Talvez, naquela época, você nem se desse conta da
importância desses momentos de diversão. É brincando que
as crianças começam a se reconhecer como gente, descobrem o mundo
a sua volta, desenvolvem várias habilidades e a capacidade de lidar com
situações e pessoas.
A capacidade para raciocinar torna-se gradativamente lógica e menos sujeita
às influências das contradições perceptuais aparentes.
A fase das brincadeiras é fundamental para o desenvolvimento social e
individual dos seres-humanos. Para a criança, brincar não é
somente um passatempo. Através dos jogos e do contato com o outro, os
pequenos formulam uma série de perguntas a respeito da vida, descobrem
soluções para muitas questões, e apreendem conhecimento
de uma forma prazerosa.
Brincar desenvolve a criatividade, a identidade, o raciocínio e os aspectos
emocionais e psicomotores das pessoas. Ela é a grande forma de expressão
das crianças, é o meio pelo qual elas começam a construir
o seu mundo.
Precisamos compreender que a criança é uma criança diferente
cognitiva e afetivamente falando a cada fase de seu desenvolvimento. Querer
ensinar regras de comportamento sem proporcionar a criança situações
de interação que levem a uma real tomada de consciência
é pura perda de tempo, e o que é pior, pode acabar dificultando
a aquisição do pleno desenvolvimento dela.
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