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Confira
as alternativas para não ficar em casa por causa da nova regra.
Depois da aprovação da famosa “lei seca” para os motoristas,
o que se percebe é que o brasileiro não chegou a mudar seus hábitos.
A lei diz que dirigir com qualquer teor de álcool no sangue é
crime e tem a punição da perda do direito de dirigir por 1 ano
e mais multa. Em casos de acidentes em que o motorista,com qualquer teor de
álcool, estiver envolvido passa de homicídio culposo para doloso,
ou seja com a intenção de matar.
Com a lei, o limite legal agora é equivalente a um chope. Além
de multa de R$ 955, a lei prevê a perda do direito de dirigir e a retenção
do veículo. A partir de 6 decigramas por litro (dois chopes), a punição
será acrescida de prisão. A pena de seis meses a três anos
e é afiançável (de R$ 300 a R$ 1.200, em média,
mas depende do entendimento do delegado).
No ponto de vista de uma parte da população, essa lei não
vai só punir motoristas que estejam dirigindo bêbados, mas vai
pegar aqueles que causarem acidentes. O que tira o propósito de uma lei,
principalmente de trânsito, pois ela deve existir para prevenir os acidentes.
Na realidade, a quantidade de acidentes também não deve mudar
pois a população que junta bebida e direção não
se amedrontou com a lei.
Novidades
Com essa nova lei, algumas pessoas estão recorrendo ao motorista particular,
diferente do motorista dos “endinheirados”, o “personal driver”
ou motorista de balada, funciona quase como um táxi, com a diferença
de que você é levado para casa em seu próprio carro, quando
não se encontra mais em condições de dirigir. Para isso,
basta ligar informando sua localidade e em cerca de 15 minutos um motociclista
e um garupa aparecem. O garupa é o personal driver, que vai assumir o
comando do seu carro e entregar condutor e automóvel sãos e salvos
na porta da garagem. O motociclista vai atrás, fazendo a escolta durante
todo o trajeto, e leva o prestador de serviço de volta à empresa.
Em algumas empresas, o translado está dividido em três faixas de
preço, conforme a distância a ser percorrida: R$ 20 para regiões
próximas dos points, R$ 30 para locais distantes dentro da capital e
R$ 40 para quem é pego na cidade e vai para outro município da
grande São Paulo.
Já para quem possui seguro particular do veículo, é necessário
se certificar de que a empresa realmente se responsabiliza por seus motoristas.
Embora grande parte das seguradoras cubra eventualidades que ocorram com os
personal drivers ao volante, a Fenaseg (Federação Nacional das
Empresas de Seguros Privados e de Capitalização) dá liberdade
para que cada companhia decida se oferece ou não cobertura nesse caso.
Ou seja, existe o risco de o cliente assumir sozinho possíveis prejuízos.
Uma das maiores empresas do setor no país, a SulAmérica, oferece
a cobertura normalmente em caso de acidente quando um motorista conduz o automóvel.
Além disso, conta com planos especiais de assistência, que podem
ser utilizados para o “resgate” dos clientes que já passaram
do limite. Ela conta com o serviço Motorista Amigo, onde o cliente que
necessitar de uma “carona” aciona a central de atendimento e um
funcionário da empresa vai de táxi até o local que ele
estiver. O Motorista Amigo pode ser usado duas vezes por ano se o cliente for
homem. As mulheres têm um plano exclusivo, o Auto Mulher, que permite
que o resgate seja solicitado até cinco vezes por ano.
Personal driver ou motorista da balada, táxi, carona ou simplesmente
abstinência. É assim que os brasileiros estão se virando
para não serem vítimas do bafômetro e, boa notícia,
vem diminuindo cada vez mais os índices de acidente com motoristas embriagados.
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